segunda-feira, 16 de setembro de 2013

VIDA DIÁRIA COM JESUS!

A cruz era um poste, ou uma estaca, usado para o martírio de criminosos vis, entre os fenícios e cartaginenses e, posteriormente, foi usado pelos romanos. A execução era assistida por todos os que passavam. Após a sentença, o condenado deveria carregar o “patíbulum”, ou seja, a travessa da cruz enquanto o arauto levava, à sua frente, o título de sua condenação (a acusação que pesava sobre ele). Os condenados eram amarrados ou pregados sem suas vestes, expostos à vergonha em público. Era uma morte dolorosa, pois a pessoa morreria de exaustão, fome, sede e, finalmente, por asfixia, pelo peso do corpo pendurado... Era considerado “maldito” todo o que fosse pendurado em madeiro (ou estaca, ou árvore). Às vezes, os algozes quebravam as pernas dos condenados para apressar a sua morte, pois o tempo de vida, em grande sofrimento, variava de 36 horas a 9 dias.
Entre os romanos, somente os crimes mais hediondos, os criminosos mais vis, eram condenados à morte de cruz. Para os discípulos, na época de Jesus, o requisito de “tomar cada dia a sua cruz” soava de maneira forte (Fp 2.8), pois todos já haviam assistido a condenações nas cruzes pelas estradas do Império Romano (Mt 27.31-44).

O que Jesus queria dizer com a expressão: “tomar a cruz?”
“Tomar a cruz” para segui-lo significava entregar-se totalmente à vontade do Pai, em “morrer para o mundo”, em buscar a verdadeira realização na vida, que é seguir a Jesus na Terra, indo para os céus (Gl 6.14-16).
Quando as pessoas viam alguém carregando sua cruz, pensavam: “Aquele ali já está praticamente morto” (Rm 6.6). Quando seguimos a Jesus, as coisas deste mundo passam a não ser as mais importantes para nós (2Co 4.11). Não buscamos o reconhecimento dos homens e o brilho das glórias deste mundo (Gl 2.20), mas olhamos para uma pátria melhor, para uma eternidade de gozo com o Senhor (Rm 8.36).
Por causa do nome de Jesus, somos injuriados, caluniados, desprezados e até mesmo humilhados (2Co 4.11). Mas por causa deste mesmo nome, há autoridade espiritual sobre nossas vidas. O nosso nome está gravado no Livro da Vida e o Espírito Santo veio habitar em nós e ser o selo, o penhor, da nossa herança (2Tm 2.11).
Podemos afirmar que a cruz que tomamos é quando a nossa vontade é diferente da vontade de Deus, isto é, “cruza com ela”, ou a intercepta, e nós escolhemos fazer a vontade de Deus e não a nossa (1Co 1.17-31).
Cada um de nós tem a sua própria cruz (Lc 18.28-30). O nosso descanso, a nossa recompensa não está aqui neste mundo corrupto e mau, mas está em Cristo (Cl 3.3), nas coisas celestiais (Cl 3.4).
Apesar de viver neste mundo, o crente não se conforma com ele (Rm 6.2, 11), isto é, não se acomoda (Rm 12.1-2), não toma a forma que ele impõe, mas renuncia as coisas más e perversas das trevas (com “maquiagem de luz”) e busca o que é do Alto, o que vem de Deus (Cl 3.1).

Como deve ser o dia a dia do crente?
O dia a dia do crente deve ser sempre na direção ao alvo proposto: “Olhando firmemente para Ele, autor e Consumador da nossa fé, Jesus, o qual, pela alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da vergonha.” (Hb 12.2).
Baseados no preço do discipulado que Jesus afirmou, de tomar a sua cruz e segui-lo (Lc 9.24), vemos que, a cada instante do nosso viver, haverá um desafio para honrar ao Senhor ou para pecar (Gl 5.24). Escolher, pois, a vontade de Deus significa seguir os seus preceitos. É ter uma vida nova, em santidade, em sua presença (Rm 6.4). É morrer para produzir frutos (Jo 12.24). É amar como Jesus amou (Jo 13.34). É perdoar aos que nos ofendem, injuriam e perseguem (Mc 11.25; Mt 5.44; Rm 12.14). É falar o que é bom e reto (Sl 19.14). É fazer o bem a todos (Gl 6.10). É orar uns pelos outros (Tg 5.16). É beber da Fonte de Vida Eterna e levar outros a conhecerem a Verdade (Jo 4.28-30, 42). É louvar e adorar a Deus em toda e qualquer circunstância (Sl 34.1). O dia a dia do crente consiste, realmente, em tomar a sua própria cruz e seguir o Salvador até o fim.









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